Como disse no post anterior, hospedei-me em San Telmo nessa segunda viagem a Buenos Aires. O bairro é o meu favorito, tanto pela beleza quanto pela história. Um dos mais antigos da cidade, apresenta inúmeras construções dos séculos XVIII e XIX em suas ruas de pedras, foi local de residência de Quino e de Borges, e teria sido o berço do tango argentino. A região, que abriga o prédio da primeira Biblioteca Nacional (que Borges presidiu), a Igreja Ortodoxa Russa, o Parque Lezama, o Museo de la Ciudad, o Zanjón de Granados (relíquia arqueológica) e o Museu de Arte Moderna, é famosa por seus diversos antiquários e pela feira de Domingo. Há também inúmeras lojinhas alternativas, com roupas, acessórios e objetos de decoração descolados que me expuseram ao perigo da falência. Já morro de saudades dos deliciosos cafés da manhã (com as ME-LHO-RES medialunas!) tomados no La Continental; de chegar à noite, cansada dos passeios, e poder entrar em qualquer restaurante em torno no hotel, porque são muitos e variados; do curry vegetariano divino do Delhi Masala; de tomar um vinhozinho na Brasserie Petanque, à luz de velas; de levar empanadas quentinhas pra comer no quarto do hotel numa noite gelada; de pegar o 130 na Paseo Colón (só turista de férias mesmo pra curtir andar de ônibus, mas os de Buenos Aires são lindos, pelo menos); de entrar num dos inúmeros, espaçosos e aconchegantes cafés de esquina pra se esquentar.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Um hotel para quem ama livros
Essa minha viagem a Buenos Aires foi cheia de nerdices particulares, a começar pelo hotel. Situado em San Telmo, bairro histórico e boêmio, cheio de antiquários, bares e restaurantes, e famoso pela enorme feira de domingo, o hotel Entre Libros tem apenas seis quartos, todos temáticos: Borges, José Hernandez (autor do clássico argentino Martin Fierro), Quino (autor da Mafalda), Liniers (autor de Macanudo), Maitena e Julio Cortázar, onde me hospedei. Não fui eu quem escolheu o quarto, porque é óbvio que eu escolheria o do Borges! No entanto, até achei o do Cortázar mais bem localizado.
As paredes do quarto são decoradas com páginas dos livros ou com as tirinhas dos autores. No meu, o livro estampado era Rayuela (O jogo da amarelinha).
Não curti muito o café do hotel, que só tomei no primeiro dia. O refeitório era agradável, junto a essa área de leitura atrás de mim. Havia também um computador para uso dos hóspedes, mas estou na frente dele na foto.
O hotel também tinha duas salas de leitura com estantes cheias de livros, e cada quarto tinha uma pequena seleção. No meu, havia o Martin Fierro, espécie de épico gaúcho - que li parcialmente à noite, mas acabei comprando depois numa feira -, assim como alguns livros de poesia e um livro do Umberto Eco entre outros. Se quisésemos levar algum deles conosco, bastava deixar um livro nosso no lugar e avisar à recepção. Achei boa a sacada, mas por uma dessas deixaram um tijolão escrito em russo no meu quarto. Cogitei deixar um do Nelson Rodrigues que levei comigo, mas acabei desistindo.
Parei pouco no hotel, mas o contato que tive com os funcionários foi positivo. São todos muito jovens e meio alternativos, com uma vibe "fiquem tranquilos, sejam felizes". O hotel fica na Calle Chile, muito perto da Defensa e da estátua da Mafaldinha. Sexta e sábado, durante a noite, os bares enchem e a rua fica barulhenta, mas, para mim, ainda foi uma boa escolha. Estava perto de tudo, no meu bairro favorito de Buenos Aires, em meio a essa atmosfera plena de cultura.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Little pieces of my weeksss
Se o João Cabral escrevesse um poema sobre mim, ele o intitularia "Comer feijão", e a primeira estrofe seria "Viver se limita com comer".
:P
Vitamina de banana com aveia, na Manon
Filé a Oswaldo Aranha, na Casa Ulrich
Pão é vida!
Nhóin! Vou morrer de saudades deles durante a viagem! :B
Angu do Gomes, no Comida de Boteco
Nachos e smoothie Prima Dona (sorvete de limão com suco de abacaxi com hortelã), no Zack's
Feijoada vegetariana no Veggie Govinda. Toda sexta, caso alguém queira experimentar.
Peça linda do grupo Luna Lunera, em cartaz no CCBB. É livremente inspirada em textos da Clarice, tem uma trilha sonora (no teatro, o nome é trilha sonora mesmo?) deliciosa, e estímulos sensoriais muito interessantes, que não vou descrever aqui pra não estragar a surpresa de quem for conferir. Foi bom assistir a uma peça onde as pessoas falam normalmente, como na vida, sem ficar declamando. São quatro amigos que chegam a pontos críticos na vida e precisam repensá-la, lembrando de seus sonhos e desejos, e tentando descobrir como extrair prazer da existência. Eu me emocionei de verdade.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Cheap and cheerful
Como demorei muito pra fazer o post da semana, e ele acabaria ficando muito extenso, resolvi fazer um só com algumas das roupinhas que usei nos últimos dias.
Assinar:
Postagens (Atom)







